O "Registro" de
Campo Grande
Hildebrando Campestrini Em
1892 (9 de novembro), o Presidente da Província de Mato
Grosso baixou a Lei n. 20, determinando o reexame de todos os títulos de posse.
Os proprietários deviam apresentar prova de morada habitual e de exploração da
terra. Depois era nomeado um perito para medir a área. Se houvesse excesso, o
proprietário deveria pagar à Província a diferença. Só após esta regularização
era feito o registro do título de posse, na intendência local, “conforme o
Regulamento n. 38 de 15 de Fevereiro de 1893”
. Adiante está transcrito, literalmente, o registro da
área do Arraial de Santo Antônio de
Campo Grande, sob o número 427, no livro n. 14, do município de Nioaque. N. 427 João Luiz da
Fonseca e Moraes, intendente geral do Município de Nioac. Faço saber aos
que o presente titulo verem ou delle tiverem conhecimento que
nesta data de conformidade com os artigos 116 a 125 do Regim. 38, approvei por se acharem em devida forma os documentos
que me forão apresentados para registro, de Jose
Antonio Pereira, administrador da Igreja do Patrimônio de Santo Antonio de
Campo-Grande possue uma área de campos e mattos no
lugar denominado “Campo Grande” neste município, na extensão de três mil e
seiscentos hectares. Limitando-se: ao Nascente: as cabeceiras do córrego da
Proza, comprehendidas todas
as vertentes affluentes do mesmo córrego; ao Poente,
com as posses de D. Francisca Taveira e José Alves
Rabello, pelo espigão mestre; ao Norte, do córrego do Segredo e todos os seus
affluentes linha recta a cabeceira da
Proza; ao Sul, com os limites de Joaquim Antonio
Pereira recta atravessando Nhanduhy e o córrego Lagoa. Cujas posses funda-se no artigo
5º § 5 da Lei n. 20 de 9 de Novembro de 1892, e
determino que se expeça ao requerente o presente titulo que lhe permita
legitimação. Intendência Municipal de Nioac 20 de
junho de 1894. Eu José Nelson de Santiago, escrevente que o escrevi (assignado). Intendente Geral João Luiz da Fonseca e
Moraes. (Excerto do artigo O registro de
Campo Grande,
Jornal “O Correio do Estado”, Caderno B, Suplemento Cultural,
página 3, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 28 de agosto de
2004)
e Geográfico de Mato
Grosso do Sul

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